Fire, Fire!

Ir em baixo

Fire, Fire!

Mensagem por Athena em Qua 18 Dez - 14:16




► Fire, Fire! ◄

----------- So turn up the love ♪ ----------






Karma decidiu viajar para o Texas, pois lá havia uma fazenda onde a garota gostaria muito de conhecer. Por ser tímida, a semideusa gosta de ficar em lugares mais quietos, principalmente aonde era os domínios de sua mãe. Ela sabia dos riscos de monstros aparecerem, porém estava confiante em conseguir vencê-los. Ao chegar no local Karma se surpreendeu, a fazenda estava... Em chamas!
Informações:
- Não me dê motivos para matá-la.
- Crie uma história emocionante com detalhes que enriqueçam-na, e conte o que aconteceu entre os dois enredos.
- Não se esqueça de colocar os poderes e as armas utilizadas no fim do post em spoiler.
- Lembre-se que é uma missão Externa e por incoerência extrema poderá ser morta.
- Prazo de postagem: 13/01/2014
- Boa sorte, prole de Deméter!


Tagged: blabla Notes: Good Lucky!
Clothes:
[url=blabla]blabla[/url]  Credits:[url=sugaravatars.forumeiros.com/u330]○ Masquerade Girl[/url] by Sugar Avatars

_________________

Athena
❛Athena❛Godness of Estrategy and Wisdom❜

credits @
avatar
Athena

Mensagens : 30
Data de inscrição : 23/11/2013

Ficha Meio-Sangue
HP:
100/100  (100/100)
MP:
100/100  (100/100)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Fire, Fire!

Mensagem por Karma Wang em Ter 14 Jan - 6:27


Notas: Nothing

You said you loved me
I said I loved you back What happened to that? What happened to that? All your promises And all those plans we had What happened to that? What happened to that? Boom, gone Yeah, we move on Even if we tried to forget

É! Tem um gosto meio que de... Queimado.


Ok, foi o que eu achei. Ora, Texas não é nada mal! Parecia-me agradável, sei lá, sabe. Bom, não imaginei que iria encontrar uma fazenda em chamas, mesmo quando o panfleto dizia que o local era quente e que a viagem seria “hot”. Não achei que deveria levar ao pé da letra...
Bem, tudo isso começou quando houve aquela história de férias. “Ai, eu vou passar o meu lá na gota que caiu”, “Ai, eu vou passar o meu lá no quinto dos tártaros”, e assim foi em todo o Acampamento. As garotas pareciam que tinham um fogo nas línguas e tinham que falar e falar pra apagar, o que visivelmente não funcionava, pois elas continuavam matracando à plenos pulmões, como se todo o Acampamento não soubesse que elas vão passar suas emocionantes férias em um lugar desinteressante e que ninguém quer saber.
Bom, fique bem claro que eu não fiquei com inveja e queria viajar como elas, nada disso. É, eu sei, pareço pouco convincente, mas né!, por que eu gostaria de fazer algo igual ao que aquelas patricinhas ridículas do Chalé de Afrodite fazem? Nah, filhos de Deméter não são frescos que nem elas não. Gostamos de paz, sim, mas só depois de um trabalho bem árduo e duro, como seria em um campo onde plantamos, só para depois colhermos os gloriosos frutos de nossos afazeres, e acho que tenho trabalhado razoavelmente até aqui. Afinal, resolvi: mente estressada gera mau humor, que gera um desempenho muito consideravelmente inferior ao do cotidiano.
Então, aquele anúncio quase que me apareceu por mágica. Uau, uma fazenda no Texas! Sempre quis visitar o Texas, sabe? Nem sei por que. Eu só visitei dois estados: NY e Georgia, que foi aonde eu nasci, então deve ser isso. De qualquer forma, a fazenda tinha um tour incluso, pois aparentemente pertencera a um senhor de terras de 1800 e bolinha, então também não seria pura perda de tempo. Conhecimento é uma das poucas coisas que nunca se perde nesse mundo, pois ninguém há de rouba-la. Com esse pensamento, me inscrevi tão rápido que consegui sair antes de todos irem passar suas “agradáveis” férias em outros locais. Agora que penso na ironia da situação, agora realmente me parece que as férias dos meus colegas de acampamento seriam bem mais agradáveis, pois eu tinha certeza que o lugar que eles iriam não ia estar em chamas. Graças a Zeus, embora isso não tenha utilidade, eu trouxe minha gadanha e meu escudo. Todo semideus tem o perigo de ser rastreado, e eu me precavi muito sabiamente, porque esse incêndio parece ter sido proposital.
Ok, voltando ao presente. Não é nem meio-dia e tenho uma casa de fazenda em chamas, o fogo está se alastrando para o espaçoso jardim e eu não preciso ser uma adorável filha de Deméter nem fã de Pokémon para ter o conhecimento de que plantas + fogo não dão certo juntos. Não sei o que aconteceu aqui, mas acho que, só acho, que tem alguém que não curte fazendas por aqui. Ah, eu sou um gênio! Cheguei a essa conclusão sozinha, recalque é livre e grátis, beijos, fui.
Mentira, não fui ainda não. Por ser Sacerdotisa, é óbvio que essa fogueirinha mal feita não me abala nem um pouquinho. E para sua surpresa, saiba que entrar numa fazenda em chamas pode ser muito confortável quando se quer. A sensação de andar no fogo é como tomar uma ducha de água um pouco quentinha, mas sem água. Esquisito, mas gostoso. Entro na casa para ver se há algum sobrevivente, embora meu instinto esteja gritando “APAGUE O FOGO”, mas eu simplesmente o ignoro, coisa que quase nunca faço... Bom, no final, acaba que não tem ninguém na casa. Droga, bem que poderia ter! Deixaria isso aqui mais “emocionante”. Até demais.
Então, ouço um barulhinho e saio da cozinha, que atualmente está praticamente e totalmente deteriorada. Ele vem do meu bolso... O que será?
Ah, é meu celular. Atendo alegremente vendo as chamas crepitarem na casa:
-Alô?
-Oie miguxa do meu peitu! Como é que vochê tá?
Tiffany, a garota que dorme na parte de cima do nosso beliche.
Bom, aconteceu que tanto eu como Tiffany somos novatas no Chalé, embora ela tenha chegado uma semana antes de mim, e também somos meio que rejeitadas por nossos próprios irmãos. Motivo? Sinceramente não sei dizer. Talvez seja por que eu sou asiática e uma das poucas no Acampamento, talvez por manusear uma foice como uma vassoura ou talvez por ser monitora. Já a Tiffany... Digamos que ela seja excessivamente irritante com aquela voz inacreditavelmente aguda, cabelos rosa berrante e modo de falar como se fosse uma criança de três anos. Tiff Williams pode não ser a melhor amiga do mundo e nem a pessoa mais madura que conheço, mas é engraçada e me deixa a par de tudo o que acontece nos outros Chalés, embora geralmente as notícias venham quando eu menos quero... Como provavelmente agora.
-Oi, Tiff. Eu estou bem, mas uma...
-Vochê não vai acreditar, miga! O Creosbino, do Chalé de Apolo, tá namorando a Jucileide, do Chalé de Perséfone!
-Ah, legal, mas é que...
-E ainda por cima, a cretina da Bereneyde do Chalé de Afrodite quer destruir a paixão dos dois! Dá pra acreditar?
Tenho certeza que dá, penso.
-Olha, Tiffany, eu realmente preciso des...
-É! E ainda por cima...
-TIFFANY!
-Oi?
-Eu estou em frente a uma cama em chamas! Dá pra me deixar em paz?
Eu literalmente estava em frente a uma cama. Ia saltar pela janela a qualquer momento, já que ainda estava no primeiro andar. Eu teria saído da casa antes, depois de ver que não havia gente dentro dela, mas a porta foi bloqueada por uma escultura gigantesca de pedra que caiu. Portanto, a janela perto da cama era a melhor opção.
Tiffany fungou e disse, em uma voz mais infantil ainda, o que me deixou realmente surpresa, já que eu achava que não poderia ficar pior:
-Ah, então quer dizer que... Hun... Achou um carinha nessa viagem?
Droga.
-Não, Tiff, é lite...
-E agora não quer mais saber da sua amiga... – Agora ela prossegue em voz chorosa, fungando e resmungando. Penso em fechar o celular, mas se eu fizer isso, vou perder minha única amiga. Tá, eu estou no meio de um incêndio agora, mas amigos em primeiro lugar... Certo? E se eu disser que uma casa está pegando fogo e tenho que acabar com o incêndio (que se alastrou para o jardim, inclusive), ou ela vai me interromper ou vai ficar chateada (sem motivo algum) e desligar na minha cara. Isso seria uma maldição disfarçada de benção, pois perderia a única pessoa que gosta de mim no Acampamento.
Reúno coragem e digo, de má vontade:
-Ok, desculpa. Continua falando sobre as fofocas daí.
Tiffany para de falsidade e volta para sua voz anormalmente alegre:
-Então... Sabe aquele garoto do Chalé de Dioniso?
Enquanto Tiffany fala coisas sem nexo algum com o que eu faço, eu corro para ver se tem algo ali que pode me ajudar. Consigo, com algum esforço, fazer com que algumas chamas não se aproximem mais de uma velha macieira com meus poderes e saio correndo para um poço de água. Durante toda essa tarefa, fico fazendo grunhidos com pouca convicção para negar ou assentir aleatoriamente às perguntas que mais são afirmações de Tiffany, que parece bem animadinha. Motivo? Sei lá. Já falei que não estou prestando a mínima atenção.
Agora, lá vai uma dica valiosa: carregar dois baldes lotados de água é terrivelmente trabalhoso quando se está com um celular colocado entre seu ombro e a lateral de seu rosto para que consiga se escutar o que está falando do outro lado da linha, no caso um outro lado bem importuno. Em movimentos cansativos, porém rápidos, saio e jogo água em tudo o que vejo pela frente, às vezes parando uma chama ali e outra acolá. No final, metade do jardim estava salva, mas a casa estava fora do meu alcance, e provavelmente o fogo continuaria se alastrando até o jardim novamente. Ah, aonde fui me meter? Essa fazenda está destinada ao fracasso... Bom, mas eu sou Karma Wang ou não sou? Vamos parar para pensar em tudo.
Bom, não sei quem ou o que causou o incêndio. A principal tarefa agora é dar um jeito de salvar a casa, que já está praticamente caindo aos pedaços agora. Eu posso entrar nas chamas, mas de que adianta? Não posso extingui-las e meus poderes de filha de Deméter serão tão inúteis quanto Tiffany me atazanando. Sinceramente, não sei de onde ela arruma tanto assunto, e olha que já se passou um bom tempo comigo grunhindo em resposta aos comentários dela enquanto tento pensar num plano. Sério, mereço um prêmio Tentando Salvar uma Casa enquanto Atura a Amiga no Celular. Seria um ótimo prêmio, exceto se eu fosse acusada do crime, aí alguns policiais iriam sair carbonizados ou com algumas queimaduras nada agradáveis. Ok, comecei pensando num incêndio, parei na polícia e vou parar aonde? Autoridades estúpidas! A fazenda fica longe demais da cidade ou mesmo da estrada para alguém perceber algo. Que imbecis, será que não existe nenhum...
Oh.
A ideia me vem como uma enxurrada congelante, e sinto meu estômago revirar de excitação, nervosismo e porque estou com fome, tudo ao mesmo tempo. Não sei se é realmente recomendado chamar mortais nessa situação, mas o fogo é comum e pode ser extinguido com água e, consequentemente, por pessoas comuns! Tento imitar uma voz manhosa e digo para Tiffany, no celular:
-Miga, o Joelcrelson tá me chamando pra gente “bater um papo” ali na banheira... – Faço uma risada e sinto meu estômago revirar novamente, dessa vez de pena por estar tentando enganar Tiff e de nojo, porque nunca teria um namorado chamado Joelcrelson que pediria para conversar comigo na banheira. Aliás, eu sou uma Sacerdotisa! É verdade que somos tão reservadas que praticamente ninguém sabe, inclusive a fofoqueira nata e pescoçuda da Tiffany, o que é um mérito muito grande. De qualquer maneira, vou ter que orar pelos céus e para Héstia para justificar a situação.
Mas Tiffany parece já estar se esgotando de fofocas e diz animadíssima:
-Mas é claro, o Joelcrelson... Desculpa interromper sua lua de mel... Boa sorte aí, amiga! – Com um alívio enorme da minha parte, Tiffany desliga e eu não perco tempo, logo discando o número de bombeiros para que os mais próximos viessem logo e me ajudassem. Dane-se ser condenada: preciso salvar esse lugar o quanto antes, antes que ele realmente fique irrecuperável.
Depois de uma atendente entediada que não parecia entender a gravidade da situação, um pneu furado e um gambá não muito animado que não me deixou mais cheirosa, os bombeiros chegam tapando o nariz para tentar não sentir meu cheiro. Eles não me fazem perguntas, mas de uma forma inacreditável, eles conseguem apagar as chamas e antes que possa dizer “Vou ali tomar uma água” para dar no pé, me vejo sendo questionada por um bombeiro particularmente fedido ( considerando que eu não estava em melhor aspecto, vamos ignorar essa parte ) e era excessivamente musculoso, o que por algum motivo me deu certa repulsa, que fiz com que não ficasse estampada no meu rosto, mas por fim, somente consegui transformá-la em nervosismo.
Ele inqueriu:
-Quando você chegou aqui?
-Mais ou menos ao meio-dia.
-Não tem essa de mais ou menos, que horas?
-Meio-dia.
Ele deu um tapa no próprio rosto e continuo, a voz abafada pela mão:
-Viu algo suspeito?
-Não.
-Nadinha?
-Hum hum.
-Tem certeza.
-Absoluta.
-Absoluta mesmo?
A conversa continuou naquele ritmo exaustivo e nada agradável. Por fim, acho que pareci suficientemente inocente devido ao anúncio que mostrei ao policial, que negou de modo sombrio:
-Essa fazenda é realmente velha, mas não mora ninguém aí e não tem nenhum tipo de tour. Não sei quem foi o engraçadinho que te deu esse cartaz aí, mas foi alguém não muito seguro das faculdades mentais ou que quer te ver morta. Suspeita de alguém?
Ah, sim, suspeito. Mas eu acho que você não vai querer saber, ou vai me mandar para um hospício ou ao menos tentar. E vai ficar lotado de urtigas particularmente horrorosas se fizer isso.
-Não, não. Ninguém em especial.
Após uma longa discussão, recuso veementemente as tentativas do policial de tentar me colocar num Programa de Proteção à Testemunha, um programa da polícia que ajuda as pessoas que aparentemente foram ameaçadas por algum criminoso ou grupo deles potencialmente perigoso. Ah, tá, vai sonhando, Mr. Universo. Encerro a discussão com uma jogada dramática e muito diva de cabelo para trás. Pensei em dar uma piscadela para ele também, mas não ando muito bem com minha senhora para arriscar fazer isso, mesmo que para intuitos completamente inocentes.
Ok, fogo apagado. Próxima missão: contatar o Acampamento da situação, pedindo também ajuda para que os policiais não se metam comigo, e me encarregando a missão ali de quem é que causou o incêndio, pois obviamente queria me matar (embora parecesse não estar muito bem informado, pois eu não estava nem dentro da casa nem sou afetada pelo fogo. Dã.). Obrigada, Senhora Héstia, devo-lhe minha vida.
Vou até a cidade mais próxima, que fica a alguns quilômetros dali apenas, e vou até o hotel mais próximo, automaticamente me arrependendo. Tem cheiro de peixe podre, pinga e comida rançosa. Eca. Tento, de qualquer forma, me livrar do mau cheiro do meu corpo que aquele lindo e fofo gambá na fazenda. O serviço de quarto (des)apareceu rapidamente, e tive que comer os lanchinhos que estavam na minha bolsa da Doce Cabana: uma maçã meio suspeita, 2 barrinhas de cereal e um chocolate totalmente derretido, light e sem açúcar, ainda por cima.  Mesmo com a pouca quantidade de comida ingerida, senti automaticamente meu estômago revirar.
Ok, vamos repassar o plano. Primeiro... Não, espera. Não tem plano. É, primeiro eu preciso criar um plano.
Certo... A fazenda foi colocada em investigação. Não posso simplesmente dar o ar da graça e dizer: “E aí, como vão? Posso possivelmente achar a pessoa que tentou me matar porque vocês dificilmente vão enxerga-la, já que são mortais que não veem através da Névoa? Obrigada”. O jeito é tentar sair e entrar o mais discretamente possível e ver se tem alguém ou algo no pomar que seja suspeito ou perigoso.
Então, lá vamos nós. Vou a pé mesmo, mas me arrependo instantaneamente. Andar cinco quilômetros a pé! Chamo um táxi no meio do trajeto que me deixa a uns 200 metros da fazenda. Ele fica confuso, mas a valiosa gorjeta que lhe dou fecha aquela boca cheia de ketchup e gordura de hambúrguer. Vou até o dito local e realmente acertei. Vejo várias lanternas e até alguns binóculos, mas graças a Zeus e para minha sorte, nenhum cão à vista. Cães são problemáticos.
Está tão escuro e os policiais estão tão letárgicos de sono que nenhuma lanterna vem em minha direção. Fujo das luzes sempre caminhando silenciosamente, descalça, e logo chego ao pomar, que não tem nenhum policial. Bem esquisito, mas provavelmente já deve ter sido revistado. Sinto calafrios só de pisar naquele local, e sinto pelos meus instintos que aquele lugar é desagradavelmente sombrio. Sim, tem algo bem errado aqui.
O pomar é incrivelmente vasto. São dez horas da noite, mas ali parece que a luz da lua não ousa chegar muito perto. Que esquisito... Estou bem fundo no pomar, praticamente no limite, e então observo uma grande luminosidade a distância, como se estivesse sugando a pouca luz do pomar para brilhar, e é tão intensa que tenho que cobrir os olhos. Pego a minha gadanha e me preparo, mas não ouso chegar perto. Por fim, eu e a misteriosa luz chegamos a um impasse: ela parece ter olhos, nariz e boca, até um corpo, vejo por alguns relances, mas eu tenho uma arma e ela não parece disposta a se aproximar, e tenho a leve impressão de que tem algo a ver com a luz que ela emana. Por fim, eu decido começar um diálogo:
-O que você é?
E para minha surpresa, a coisa responde em meio a uma risadinha debochada, com uma voz incrivelmente bela:
-Sabe, não é muito educado falar como se eu fosse um objeto. Até porque sou bem mais inteligente que você, querida, mas vou ignorar isso como uma amostra visível do seu comportamento rude de mulher das cavernas.
Reviro os olhos, mas logo me arrependo, pois a luz é forte o bastante para fazer meus olhos doerem. Digo insolentemente, tentando achar mais informações:
-Até que você se apresente, não tenho motivos para que não pense que você é uma coisa bem... Coisada.
Coisada? What?
-Certo, então. Meu nome é Obara, e sou algo que sua pequena mente do tamanho de uma castanha não é capaz de processar. Sou uma Helíade, ninfa do Sol.
“Aposto que estava me procurando. Pois bem, quem procura acha. Acontece que o incêndio que você viu foi realmente minha culpa, mas olha, note bem, não havia ninguém na casa, e você por algum motivo não morreu. Me disseram que você tinha certo senso heroico e que mesmo que a casa estivesse em chamas, você iria resgatar alguém que estivesse lá dentro. O que eu não sabia é que você era imune às chamas... Trágico, trágico”.
Ela prossegue impiedosamente:
-Aposto que gostaria de saber sobre o anúncio, não?
Assinto vagarosamente, e não abaixo a guarda:
-Por favor, Srta. Coisa do Sol.
-Pois bem. Sabe, algumas parentes distantes minhas, as Horaes, são ninfas das atividades do dia. Não foi muito difícil pedir para algumas Empousais amigas me ajudarem a fazer um anúncio totalmente crível, e pedir para minhas primas de décimo segundo grau irem até seu Acampamento de araque.
Ok, agora estou confusa:
-Mas... Elas não deveriam ser proibidas de entrar pela barreira?
Ela arqueia as sobrancelhas:
-É, até que você não é tão burra assim. Bom, primeiro que eu não contei as Horaes sobre o motivo do anúncio, então, elas não tinham más intenções e sendo assim, nem monstro elas eram consideradas, por serem Espíritos da Natureza. De qualquer forma, uma dríade estava tomando um ar e era incrivelmente burra, elas me disseram, então deu tudo certo, pois a ninfa era do bosque dali e convenceram ela de alguma forma à fazer o cartaz sair por ali e parar bem quando você estava olhando pro outro lado. Foi um problema, achamos que ela não tinha capacidade de pregar o anúncio rápido o bastante, mas até que ela deu pro gasto. Você é tão desatenta que nem notou nada. Pobrezinha, tão ingênua...
Ela faz uma pausa, e acho que seus olhos ficaram mais... Vermelhos. Acho, não fico olhando para eles pois não quero ficar cego. Só tenho a dúvida mais cruel de todas, e pergunta, temendo a resposta:
-Mas... Por que?
Ela deve ter entendido a pergunta, porque um sorriso lhe aflora nos lábios:
-Prometeram-me muita luz para me alimentar, caso eu matasse você para eles.
-E-eles quem?
O sorriso se alarga, mostrando presas afiadas como facas:
-Ah, você não deveria saber. Mesmo que soubesse, não saberia nem o que está acontecendo. Somente que...
Ela não termina a frase, porque ela pula graciosa e mortalmente em minha direção. Consigo me desviar a tempo, mas o lugar aonde eu estava não passa de um monte de fogo agora. Ela sorri ainda mais, fazendo com que ela parece um cosplay bem-feito de Coringa:
-Você pode combater o fogo, mas não a luz, queridinha.
É como combater a Medusa, mas uma medusa terrivelmente luminosa. Suas faces, agora vejo, são duras de olhar como um holofote. Parte da luz se perde enquanto ela corre, então, noto que ela precisa ficar parada para armazenar a luminosidade do local. Mesmo assim, é bem complicado olhá-la. Não sei aonde nem como, mas ela deu conta de uma espada totalmente feita de luz vermelha alaranjada sair da palma de sua mão e começar a lutar com ela. Descubro da pior maneira possível que quando ela disse “Fogo sim, luz não”, ela estava sendo sincera, porque a espada feita de luz deixa um rasgo na minha bochecha. Esquisito, não sei como aquilo é sólido, mas o que importa é que não quero chegar perto daquilo.
Aquela morcega solar velha batalha comigo sem nenhum esforço. A gadanha não consegue parar a espada, como se ela não passasse de luz (o que é realmente uma verdade), mas quando a dita cuja atinge meu corpo, um rasgo se abre como uma espada comum. Atualmente, estou com um sem-número de machucados nas bochechas e resto do rosto, um talho não tão profundo ao lado da barriga e um corte realmente doloroso no meu ombro esquerdo.
É tampouco agradável descobrir que minha gadanha não atinge a Helíade, já que teoricamente ela também é feita de luz, e de descobrir que agora, apesar de ser possível olhá-la, ela não deixa mais rastros de luz que não se acumulam. É como lutar contra um boss que necessita de muito jogo de cintura naqueles joguinhos de Playstation 2, só que agora é real. Praticamente, não tem saída... A luz morre para que? Para nada! Exceto aos interruptores. Será que ela tem um? Não estou disposta a ficar cutucando ela pra descobrir um. Se ela ilumina as sombras...
É, não custa tentar.
Noto que a incidência de luz da Helíade causa algumas breves chamas por onde ela passa. Dá pra manipular aqui, ah se dá. Tento me afastar o máximo possível dela e faço com que as chamas voltem-se contra elas em pequenas labaredas. Ela momentaneamente parece incrédula. Bom, vamos lá.
Digo, numa voz meio incerta:
-Hã... Minha Senhora. Eu faço o humilde pedido, ó minha mãe, de que a senhora, pelo amor de Zeus, digo, pela amizade, irmandade né... Enfeitice este fogo para que derrotes essa megera que ameaça a vida de sua serva...
Sério, não pensei que aquilo ia funcionar, mas as chamas ficaram inacreditavelmente mais vermelhas. Bom, acho que Héstia realmente se importa com as seguidoras, né. Ainda estava meio surpresa e espantada, mas nada comparado a Helíade, que escancarou a boca em um O perfeito e berrou:
-Você é seguidora de Héstia? Credo, só pensei que fosse uma filha de Hefesto...
3, 2, 1. Morreu. A Helíade não deixou nem cinzas, simplesmente implodiu ao contato com o fogo encantado. No mesmo segundo, as chamas se tornaram normais e sumiram ao vento. A última coisa que tenho consciência de fazer é sair da fazenda ( me arrastando, claro) sem ser notada, ligar para um táxi me levar de volta ao hotel, com a voz grogue, e desmaiar na beira da estrada.
Ah, alguém quer realmente me matar. Isso é o menor dos meus problemas, já que isso acontece todo dia com cada um.
Armas utilizadas:

Armas
-Gadanha da Colheita – A gadanha é parecida com uma foice. Porém, seu cabo é mais longo, permitindo ataques mais seguros. O cabo trabalhado e resistente desta gadanha em especial mede 1,5 m, com uma lâmina afiada de bronze celestial. A cada 4 ataques com ela, o quinto irá roubar 5% da vida do inimigo e transferi-la para você. Inútil se usado por outros. Mais discreta que a Foice da Vida. Fora de combate, tem a forma de um anel de madeira, que se transforma em uma gadanha quando se aperta seu centro. {By Deméter}
-Wheat – Um escudo bem trabalhado, de prata celestial. Porém, a parte que fica à mostra é tingida de dourado, da mesma cor do trigo, tendo uma pintura do mesmo em seu centro. A parte aonde se segura o escudo é de couro, confortável. A única benção deste escudo é sua capacidade de brilhar, com um fulgor esverdeado muito leve, porém bem perceptível, quando algum monstro ou criatura perigosa se aproximar em até 100 metros do semideus. O brilho fica um pouco mais forte quanto mais perto a criatura chegar. {By Deméter}

Poderes utilizados:
Passivos
1 – Imortalidade – Sacerdotisas ficam semi-imortais, permanecendo na idade aparente em que entraram. Porém, elas ganham uma aparência mais madura e severa, não importa a idade que adentram. Elas não envelhecem ou morrem devido a ela, mas ainda podem tombar em combate.
1 – Beleza Pura – Uma beleza tão pura e inocente que deixa qualquer das donzelas com uma beleza digna de uma boneca extremamente bem trabalhada. Seus cabelos parecem ficar esvoaçantes com o mínimo toque do vento.
2 – Resistência ao Fogo e Calor I – Fogo comum e calor provindo de qualquer fonte não te afetam. Fogo sagrado e grego ainda te afeta normalmente, mas o fogo mágico, como o da Quimera ou de outras Sacerdotisas causam dano reduzido (50%).
1 – Perícia com Foices e Gadanhas – Foices e gadanhas são armas utilizadas na colheita de cereais desde tempos remotos. Graças a sua mãe, deusa dos cereais e da colheita, você sabe como segurar bem uma foice ou uma gadanha, tendo mais habilidade no manuseio das mesmas e como fazer alguns movimentos básicos.
1 – Conhecimento Herbário I – O filho de Deméter sabe instintivamente reconhecer qualquer planta. Sabe seu nome e aonde nasce, mas não sabe o que fazer com ela. Mesmo assim, sabe como cuidar de qualquer tipo de planta.
4 – Intuição Natural – Sempre que você estiver em uma floresta, mata, campo e afins, poderá se mover com mais rapidez e se cansando menos, tendo certa intuição sobre aonde ir.

Ativos
1 – Pirocinese I – O controle do fogo. Ainda é iniciante, e pode causar queimaduras de primeiro e com sorte, de segundo grau. Molda-se o fogo já criado, ou seja, não pode criar fogo, embora possa fazê-lo adquirir pequenas e diferentes formas (nada superior a 0,75 m).


template by Caiq
from #BG!
avatar
Karma Wang

Mensagens : 11
Data de inscrição : 15/12/2013

Ficha Meio-Sangue
HP:
140/140  (140/140)
MP:
140/140  (140/140)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Fire, Fire!

Mensagem por Athena em Qua 15 Jan - 7:33



   
Avaliação de Missão
   
Chamas queimam, porém ela mais!

   


   
Coerência: 25/50
Ortografia: 30/50
Organização: 50/50
Descrição do Combate: 40/50
Total:  145 Pontos de Experiência

Comentários:
Pois bem Karma, gostei de sua missão. Porém ela possui uma certa incoerência, o texto ficou um pouco cansativo e certos pontos foram mal descritos. Poderia dizer como foi a viagem até o Texas, e ao hotel.
A batalha ótima, mas foi bem rápida.
Possui erros ortográficos e marcas de oralidade ( As falas foram aceitas, porém ouve palavras como "né" ) Então sua nota foi um pouco acima do merecido. Em certos pontos, o texto mostrou que foi feito na última hora.
Pelo lado bom, em geral adorei a sua missão e espere pela atualização.

Recompensas:

*50 dracmas
§ Pó Solar - Pó das Helíades. Este material poderá lhe dar o "brilho" delas, ou seja, você poderá cegar o inimigo com este pó. Como nada é de graça, o pó é limitado a ser usado somente três vezes ( Uma por missão). Este pó poderá também recuperar 20HP e 10 MP.

Descontos de HP e MP:
HP. - 30 HP
MP. - 10 MP


   


   
~tsc~

_________________

Athena
❛Athena❛Godness of Estrategy and Wisdom❜

credits @
avatar
Athena

Mensagens : 30
Data de inscrição : 23/11/2013

Ficha Meio-Sangue
HP:
100/100  (100/100)
MP:
100/100  (100/100)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Fire, Fire!

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum